Quanto ganha um intercambista? Confira os valores!

Muitos estudantes vão para o exterior com um objetivo muito claro, trabalhar. Mas a grande pergunta que muitos ainda fazem é: quanto ganha um intercambista? Já fizemos diversos artigos aqui no blog para ajudar quem pretende trabalhar durante o intercâmbio. Mas hoje vamos abrir o jogo com os valores. Se você for se manter apenas recebendo dinheiro do Brasil, será mais complicado, pois a conversão é dolorosa. Então, a melhor opção é planejar um intercâmbio com permissão de trabalho para conseguir se manter tranquilamente no país e quem sabe até, juntar uma graninha extra.

Primeiro de tudo, cada país tem suas peculiaridades. O valor da moeda varia muito na soma final. E o custo de vida varia muito de cidade para cidade. Até no mesmo país. Pense assim, aqui no Brasil sabemos que no centro de São Paulo, por exemplo, podem ter ofertas de empregos com salários mais altos do que no próprio interior de São Paulo. E ao mesmo tempo, os gastos também são maiores. No centro tudo acaba sendo um pouco mais caro do que no interior.

Sendo assim, tenha isso em mente. Nem sempre o maior salário é o que compensa mais, pois é preciso considerar tudo o que você vai precisar gastar durante seu intercâmbio. Selecionamos alguns dos países mais desejados por brasileiros e vamos dividir essas informações com vocês.

Austrália

Visualmente incrível, qualidade de vida lá em cima e com clima muito parecido com o do Brasil, a Austrália é um ponto chamativo para quem quer fugir do eixo Europa e EUA. Já falamos aqui no blog tudo sobre um intercâmbio no país, então vamos aos valores e regras.

Para cursos a partir de 13 semanas é possível conseguir a autorização para trabalho, contanto que o estudante não ultrapasse 20 horas semanais. A Austrália tem o maior salário mínimo do mundo, AUD 18,93 por hora. Mas também, um custo de vida bem alto. A Youtuber Paula Buzzo fez um vídeo compartilhando a média salarial por profissões. O vídeo é de 2016, mas dá para ter uma ideia bem específica, confira:

Canadá

Nesse artigo sobre como funciona o programa Co-Op no Canadá, falamos também sobre o salário nessa categoria. As áreas mais comuns nesses estilo de programa são: atendimento ao cliente, administração, marketing, garçom, ajudante de cozinha e hotelaria. São trabalhos que pagam um salário mínimo, equivalente a  CAD$ 10,96 por hora e, geralmente, são mais fáceis de conseguir. Se considerar que um intercambista pode trabalhar até 20 horas semanais no período do curso, ele vai receber no mês uma média de CAD$ 876,8 que, convertendo hoje, daria em torno de R$3.547,79. Nas férias, o estudante poderá trabalhar até 40 horas, dobrando o valor. Ou seja, dependendo dos seus gastos, é super possível alavancar suas economias e voltar para o Brasil com uma renda extra. Esse vídeo da Paula Buzzo é super legal para entender mais ou menos os gastos em Vancouver.

Irlanda

Um dos destinos mais requisitados com certeza é a Irlanda. Em 2019 o Governo anunciou um aumento no salário mínimo, que teve um acréscimo de 0,25 por hora, passando de €9.55 para €9.80 a hora. Também é permitido trabalhar 20 horas semanais no período do curso. E 40 horas em meses específicos ou durante as férias. Trabalhando apenas 20 horas semanais em um mês o intercambista irá receber em torno de €784, convertendo daria uns R$3.545,87. Já falamos aqui no blog quanto custa um intercâmbio para Irlanda, com gastos gerais que você terá no seu período por lá. Vale conferir!

Lembrando que a Irlanda tem sido mundialmente conhecida como o Vale Silício da Europa. Você já ouviu falar no Vale do Silício? Situado na Califórnia, EUA, é uma região onde se encontram várias empresas de destaques na tecnologia. A cidade de Dublin já concentra empresas como Google, Facebook, Twitter, LinkedIn e eBay. E os estudantes da SEDA já tiveram a oportunidade de fazer um tour pelo próprio LinkedIn e receber dicas sobre CV. Os profissionais que tiverem interesse em trabalhar em grandes empresas como essas devem ficar de olho nas vagas antes mesmo da viagem, preparar seu currículo em inglês e mandar bem no perfil do LinkedIn.

Nova Zelândia

Outro destino entre os queridinhos dos brasileiros, a Nova Zelândia também é muito atraente pelo seu alto Índice de Desenvolvimento Humano e qualidade de vida. Já fizemos um guia aqui no blog sobre como estudar e trabalhar no país. O salário mínimo é de  NZ$ 17,70 a hora. Os intercambistas devem estudar pelo menos 14 semanas e podem trabalhar apenas as 20 horas semanais. Sendo mensalmente um valor de NZ$ 1416, em reais em torno de R$3.747,02. O custo de vida por lá depende bastante, mas considere bons investimentos para se manter no país.

Lembretes

  1. É importante lembrar que, assim como no Brasil, também há descontos em salários e impostos a serem pagos. O que varia muito também entre os países.
  2. Se você trabalhar nos finais de semana e feriados, consegue aumentar o valor mínimo que irá receber.
  3. Esses valores são mínimos. Então, se você já tiver uma formação e for procurar algo na área, pode conseguir ganhar ainda mais.
  4. Quem sabe um pouco de inglês tem vantagem. Afinal, o empregador irá dar preferência para quem consegue se comunicar bem na empresa.

E aí, qual será o seu destino? Ficou alguma dúvida? Deixa aqui nos comentários ou entre em contato conosco.