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Quando comecei a sentir algumas dores no meu abdômen, eu imaginei que pudesse ser apenas algum problema no meu estômago e que algum remédio ajudaria. Eu estava na rua e logo ao chegar em casa eu me medicaria. Fiz isso, mas as dores não passavam. Pelo contrário, durante a madrugada a dor começou a ficar mais forte e se movimentando de próximo do estômago para pouco acima da virilha. Foi uma longa madrugada. Foi aí que me acendeu o farol amarelo e comecei a ficar preocupado. Como sou uma pessoa que raramente vai ao médico, aproveitei que estava sozinho em casa e resolvi dar um Google, colocando os sintomas que estava tendo e ver as possíveis causas daquelas dores. Logo na primeira página, a maior parte dos resultados constava que todos os sintomas eram de apendicite. Até então, eu não fazia ideia da gravidade daquilo. Então, pesquisei novamente para saber as consequências da apendicite. Vi em um vídeo um médico explicando que caso não fosse tratada urgentemente, poderia acontecer uma infecção generalizada irreversível. Ou seja, eu poderia morrer. Tão breve eu terminei de ver o vídeo, corri para pegar meu contrato do seguro saúde e ver como faria para acioná-lo. Pouco antes de eu fechar meu intercâmbio para Dublin, eu havia decidido por contratar um seguro particular, de uma operadora chamada Travel Ace. Na documentação que levei, ví que poderia acionar o seguro até por e-mail. Foi o que fiz. Enviei um e-mail para a seguradora, que me respondeu poucos minutos depois dizendo que um médico iria me contatar o mais breve possível. Também me informaram que eu não deveria me preocupar com os custos, que já estavam todos inclusos na minha apólice. Dito e feito, em cerca de 10 minutos eu recebi uma ligação de Londres, me informando que um médico iria até em casa fazer os exames. Uma hora depois, um médico estava em casa, confirmando que eu deveria ir para o hospital naquele momento. Chamamos a ambulância e fui para o Mater Misericordiae University Hospital. Chegando lá, fui submetido a uma série de exames, que incluia checagem de sangue, raio-x, urina e ultrassom. Todos indicaram o que eu mais temia: eu teria que ser operado o mais rápido possível. Fui internado por volta das 23h e os médicos me informaram que a cirurgia seria pela manhã. A partir daquele momento eu deveria ficar em jejum total. Nem água eu poderia beber. Eles me conectaram a dois tubos, um de soro e outro de antibiótico, os quais fiquei plugado até o momento em que tive alta. Foi novamente uma longa noite. E o pior, eu não poderia contar para minha família, para não deixá-los desesperado. No Brasil, apenas meu melhor amigo e minha irmã sabiam o que estava acontecendo. Durante a madrugada, eu fui examinado de hora em hora, por uma enfermeira que checava minha pressão e minha temperatura. Pela manhã, uma junta médica se reuniu em volta da minha cama para chegar os relatórios da enfermeira. O médico chefe conversou com os demais e saíram. Isso foi por volta das 8h. Às 9h, eles voltaram e me informaram de que a cirurgia seria feita às 18h. A intranquilidade tomou conta de mim. Por sorte, minha namorada (hoje minha noiva) pôde ficar comigo até o momento da cirurgia. O relógio contava 15 para as 18h, quando chegaram com uma cama muito diferente da que eu estava no quarto. Fui conduzido até ela. Tinha chegado a hora. Me despedi da minha namorada e fomos para o andar debaixo. Dois médicos me esperavam na sala de cirurgia. Eles introduziram um novo cateter no meu braço, por onde passaria a anestesia. Fizeram algumas perguntas aleatórias para mim e quando levaram uma máscara até meu rosto eu apaguei. Quando acordei, eu simplesmente não sabia que horas eram, onde eu estava e o que tinha acontecido. Fiquei assim por alguns instantes até que uma enfermeira veio até mim e me falou que a cirurgia tinha sido um sucesso. Lembro que eu estava até com medo de olhar minha barriga e ver o tamanho da cicatriz. Quando fui para o quarto, eu finalmente tive coragem de olhar. Para meu alívio, existiam apenas três fitas bem pequenas em locais diferentes. Perguntei para a enfermeira e ela me disse que a cirurgia tinha sido bem simples e que retiraram meu apêndice por um pequeno furo. Os outros dois eram para a câmera que havia sido introduzida e para os equipamentos médicos.   Era por volta das 23h, quando o médico chegou e me informou de que eu teria alta na manhã seguinte. Eu estranhei, afinal de contas, eu tinha sido operado poucas horas antes. Ele me explicou que como a cirurgia tinha sido tranquila e que o processo de cicatrização era relativamente simples, eu poderia começar a recuperação de casa mesmo. Na manhã seguinte, eu fui liberado e fui para casa. O processo de recuperação foi muito bom e precisei apenas tomar analgésico quando sentia algum tipo de dor. Para ser sincero, fiz uso do medicamento apenas uma vez. Também não precisei retornar no médico, uma vez que os pontos cairiam sozinhos. Duas semanas depois era como se eu não tivesse tido problema nenhum. Sobraram apenas três pontinhos na minha barriga.

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